quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Bolo de chocolate e coco

Dos melhores bolos que fiz ultimamente. O uso de farinha de amêndoa, de mandioca (para os pratos salgados) de aveia, de coco ou de linhaça têm-me surpreendido imenso, pois sempre pensei que ao alterar as farinhas tradicionais, ia mudar drasticamente a consistência final das mais variadas coisas que levam farinha na sua preparação. Claro que muda ligeiramente. Mas do que tenho experimentado, tem ficado tudo igualmente saboroso e com a vantagem de serem farinhas mais saudáveis, pois não são tão processadas. Cá em casa temos alterado alguns hábitos alimentares e alguns ingredientes. As farinhas são uma delas. Deixou de entrar o pacote da farinha c/ fermento. Da farinha s/ fermento. Da farinha de milho e por aí fora. São pequeninas alterações alimentares, nada de radicalismos que cá em casa é impossível. Continuamos a comer muita coisa que nos faz mal, tenho noção disso. Mas algumas alterações tenho notado em mim e nos meus que nos trazem bem-estar a nível interior e isso sem dúvida que se reflete no nosso exterior. Se andamos menos inchados, menos enfartados, com menos problemas gastro-intestinais, isso torna-nos mais sorridentes, mais bem-dispostos e com mais qualidade de vida.

Este bolo de chocolate e coco foi apreciado por todos cá em casa e pelos colegas de trabalho do meu marido. Quando faço bolos e outras doçarias, mando várias fatias num tuperware para ele partilhar no lanche com os amigos. Pequenos gestos de partilha que não custam nada e ao mesmo tempo ajudam a fazer desaparecer as variadas gulodices que desfilam cá em casa.


Ingredientes:

- 4 ovos
- 250mL de leite (usei s/ lactose) - podem substituir p/ bebida vegetal
- 200g açúcar (usei mascavado escuro)
- 100g de chocolate em pó
- 150g de farinha de amêndoa
- 150g de farinha de aveia
- 1 colher de chá de fermento
- 80g de coco ralado

Preparação:

- Juntar os ovos, o leite e o açúcar e bater com a batedeira até formar uma mistura homogénea. Juntar de seguida todos os restantes ingredientes e misturar novamente com a batedeira até estar tudo bem ligado.

- Deitar o preparado numa forma untada e levar ao forno pré-aquecido nos 180ºC durante 30 minutos. Verificar fazendo o teste do palito.

- Desenformar depois de frio e servir.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Pedaços de mim #2 - A minha história de amor (2ª parte)

(...) Tu desististe da escola. Começaste a trabalhar e eu continuei a estudar no mesmo liceu. O nosso liceu. Foi doloroso o regresso depois daquele Verão. Não te tinha nos nossos intervalos, não tinha as nossas conversas. Fiz novos amigos e desliguei-me de quase todos os amigos antigos. Os nossos amigos em comum. Fomos um para cada lado. Deixei de te ver, mas a vida continua. E eu sou forte. E decidida. As minhas aulas continuavam e eu andava em ciências que tanto gostava. A Química e Biologia que eu adorava distraíam-me, adormeciam uma parte de mim destroçada. Até que numa Quarta-feira, num dos intervalos no liceu, saí do bloco B e lá estavas tu à minha frente. Encostado ao muro com aquela camisa azul e vermelha aos quadrados que eu tanto gostava. Queria esconder-me. Acho que deixei de saber pôr um pé à frente do outro e simplesmente andar. As minhas pernas estavam sem forças. Não sabia se havia de andar para a frente ou para trás e congelei. Estarias lá para mim? Para pedires desculpa? Para dizeres que me amavas, que foste um idiota e que querias voltar para mim? Rapidamente percebi que não. Porque vejo uma rapariga a sair do bloco e a dirigir-se a ti. Beijou-te e foste embora de mão dada com ela. E assim continuou. Todas as Quartas lá estavas tu no mesmo muro à espera dela. E eu assistia. Gostava de vos ver juntos. Parecia sentir prazer na dor de olhar para ti com ela. Mórbido, talvez. Percebi que tinha acabado. Tinha mesmo acabado e era real. Então fiz aquilo que posteriormente vim a descobrir que é o pior que se pode fazer. Comecei a namorar com um amigo. Para te esquecer. E ele gostava tanto de mim e eu tentava gostar dele da mesma forma. Mas não conseguia. Tentei com todas as minhas forças apaixonar-me por ele. E não consegui. E perdi aquele amigo. E comecei de seguida a namorar com um rapaz mais velho que eu. Sempre fui uma boa aluna e uma adolescente com juízo. Ao menos isso. Sabia bem aquilo que queria e não queria aquilo para mim. Era errado. E acabei com ele. E fiquei sozinha. Com poucos amigos. Por culpa minha. Mas era nova, tinha uma família maravilhosa e uma vida inteira pela frente. Não haveria de ficar solteira para sempre. Concentrei-me nos estudos e decidi que queria seguir enfermagem. Deixei de te ver às Quartas. Soube que tu já não namoravas. Mas não falamos. Nunca mais te vi. Nunca mais nos vimos. E assim se passou um ano e meio. (continua...)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Croquetes de atum (no forno)

Se as frituras aqui por casa já eram raras, ultimamente são mesmo quase inexistentes. Continuo a fritar batatas fritas quando nos dá aquele desejo, pois prefiro comê-las em casa em que sei a proveniência das batatas e o estado do óleo usado para fritar. Outra coisa que faço de vez em quando são os panados de frango ou perú, pois ainda não me habituei a fazê-los no forno, mas para lá caminho. Tirando isso, não costumo fazer mais fritos. E sabem qual a melhor técnica para deixar de fazer fritos? Deixar de comprar. Deixei de ter no congelador tudo aquilo que não quero comer. Rissóis, douradinhos e bolinhos de bacalhau daqueles de compra. Se nos apetece uns bolinhos de bacalhau ou uns croquetes, faço-os eu no momento, a quantidade desejada e em vez de os fritar, meto-os no forno. São igualmente saborosos e muito mais saudáveis.
Faço-os com frango, com peixe, com alheira, com atum. Os que vos trago hoje são uns croquetes de atum que fizeram as delícias dos da casa e até o meu pequeno que detesta cebola, comeu tudo e disse que estavam muito bons ;-)

Retirei esta receita recentemente de algum blog, mas não me lembro qual. Se alguém for o autor desta saborosa receita, que se acuse.


Ingredientes: (rendeu 18 croquetes médios)

- 4 a 5 batatas (podem substituir por batata doce)
- 3 latas de atum
- 3  colheres de sopa de farinha de amêndoa
- 1 cebola média picada
- 2 ovos
- Salsa/Sal/Pimenta q.b. (para temperar)
- Farinha de mandioca (para panar)

Preparação:

- Colocar as batatas partidas aos bocados, num tacho com água e sal e levar a cozer. Desfazer as batatas em puré. Reservar.

- Numa taça, juntar os ingredientes todos (excepto farinha de mandioca) e envolvê-los bem. Temperar com sal, pimenta e salsa e misturar bem.

- Untar as mãos num pouquinho de azeite e moldar croquetes do tamanho desejado.

- Passar os croquetes por farinha de mandioca e dispor num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal e regado com azeite.


- Levar ao forno até ganhar cor. Ir virando para dourar de ambos os lados.

- Servir.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Pedaços de mim #1 - A minha história de amor (1ª parte)

Hoje não vos trago uma receita como de costume. Hoje trago-vos um conto. Real. Talvez este meu regresso traga umas novidades fora do habitual, intercalando assim com os de receitas, isto claro, se vocês gostarem de os ler. E hoje começa logo em grande, com o amor em destaque.

Quem não gosta de uma boa história de amor? Eu gosto. Daquelas reais, por vezes bem dolorosas e cheias de adversidades mas que nos deixam arrepiadas e com desejo de saber mais e mais. Não sei se a minha história de amor, será dessas arrebatadoras, mas para mim é. Para mim é A mais bonita história de amor de todos os tempos. Porque é minha, porque a vivenciei e porque perdura no tempo, pelo menos até hoje. O amanhã, não sei. Ninguém sabe e esta incógnita da vida é o que nos faz continuar a lutar todos os dias lado a lado.

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Conheci-te na adolescência. Reprovaste de ano e calhaste na minha turma. Eu namorava com o teu primo. E tu eras muito namoradeiro. Não te achava piada nenhuma. Achava-te arrogante e cheio de manias. Posso até dizer que te detestava. Mas fomos-nos conhecendo melhor e tornamos-nos amigos. Muito amigos. Estávamos sempre juntos. Dentro e fora da escola. Conversávamos tanto. Sobre tudo e mais alguma coisa. Faltamos a algumas aulas para ir jogar snooker. E tu tinhas o carteiro comprado para as cartas da escola não serem entregues em casa a não ser a ti pessoalmente. Puxaste-me a cadeira e eu caí ao chão numa aula de Geografia e foste expulso. E levaste uma falta disciplinar. E eu tive pena de ti. Mas ri-me. Rimo-nos os dois. Rimo-nos até aos dias de hoje. Eu e o teu primo terminamos. Tu continuaste a ter as tuas amigas coloridas, até que começaste a namorar com uma das minhas melhores amigas. Mas continuávamos amigos. E próximos. Cada vez mais próximos. Ela ficou doente, faltou à escola durante três dias e num desses dias, num intervalo, atrás do bloco C sentados frente a frente no chão, ficamos próximos. Cada vez mais próximos. As nossas cabeças balançavam para a frente e para trás como quem quer uma coisa mas sabe que não a pode ter. Que era errado. O coração acelerado. As mãos suadas. E beijamos-nos. Um beijo demorado e lento. O nosso primeiro beijo. Quente. Proibido. Não podia ser. Éramos só amigos. E chegamos atrasados à aula de Inglês e a professora envergonhou-nos em frente à turma toda. A tua namorada e minha amiga regressou. Mas tu já eras meu. Ela já o sabia e mesmo assim continuou a ser minha amiga, nossa amiga. Os nossos amigos já o sabiam. Mas como é que toda a gente já sabia antes de nós? Transparecíamos assim tanto desejo, cumplicidade e paixão nos nossos olhares? Fomos felizes naquele namoro. Felizes e desprovidos de qualquer responsabilidade, típica da adolescência. Mas aquele 9º ano acabou e com ele acabou a nossa curta história de amor. Disseste que eras novo demais para um namoro à séria e abandonaste-me na central de camionagem. Chorei, chorei muito. Chorei aquele Verão todo. Joguei playstation naquele Verão equivalente à minha vida toda. Fechada no quarto. A minha primeira desilusão amorosa. Seria isto o verdadeiro amor? Será que nunca mais me iria apaixonar na vida? Nunca mais iria sentir o coração a bater descompassado e o rubor na minha cara de vergonha e paixão ao mesmo tempo? Estava despedaçada. Já te disse que passei aquele Verão todo a chorar? (continua...)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Olá! Voltei...

...Quase um ano depois do último post, achei que seria uma boa fase para regressar a este meu cantinho e às receitas habituais. Esta pausa não foi premeditada, simplesmente aconteceu, mas acho que precisava disto para me focar noutras coisas que precisavam da minha atenção.

Muitas coisas aconteceram na minha vida desde então. Mudei de casa. Tive 30 dias para encontrar um novo sítio para morar. Tenho ainda metade da minha vida encaixotada. Daqui a um ano nova mudança de morada. Fiquei sem máquina fotográfica. O meu telemóvel avariou. Comprei um telemóvel melhorzito para tirar umas fotos. Continuo a cozinhar todos os dias. Não tiro fotos ao que cozinho. Tenho feito menos receitas doces. Não faço um pudim à mais de 4 meses. A minha ansiedade atingiu os píncaros. Comecei a praticar exercício regular para ajudar na minha ansiedade. Tem resultado. Fiz trails. Participei em São Silvestres. Corri sozinha. Corri acompanhada. Fiz amigos. Pensava que já estava velha demais para fazer novos amigos. Descobri que afinal, não. Mantive alguns. Eliminei outros. Continuo com o mesmo peso. Não engordo e não emagreço. Há dias em que me olho ao espelho e não gosto do que vejo. As rugas apareceram e não saem. Dizem que é de me estar sempre a rir. Sinto-me quase todos os dias uma adolescente cheia de sonhos. Mas olho para as responsabilidades em cima dos meus ombros e percebo que não. Uns dias sinto-me super feliz e super realizada. Noutros sinto-me miserável e de costas voltadas para a vida. Nuns dias agradeço por tudo o que de bom tem sido a minha vida e a dos meus. Noutros choro porque ainda me sinto incompleta. O meu filho esta semana faz seis anos. Já poderia ter outro de três. Foi melhor assim. Somos só os três em casa. Não sei se alguma vez seremos quatro. Ou cinco. As voltas que a vida dá. Somos felizes. Mas cheios de imperfeições. A nossa casa é barulhenta. Dizem que o amor faz barulho, mas não incomoda. Afinal incomoda. Porque a minha vizinha veio cá a casa queixar-se. Conheço cada vez mais pedacinhos do meu país. Um país pequeno mas com tanto para descobrir. Não viajei para fora. Mas tenho uma lista de países a visitar antes de morrer. E de restaurantes a visitar antes de morrer. E de milhentas experiências que quero vivenciar antes de morrer. Tenho tanto para fazer antes de morrer. Não perdi ninguém que me é chegado. Mas fui uma vez à capela mortuária. Continuo a não saber lidar com a morte. Continuo a não saber o que dizer nessas situações. Continuo a fingir que não existe. Mas existe. E espreita. E um dia calha-me a mim e aos meus. Não estou preparada. Vou continuar a assobiar para o ar. Pode ser que ela se esqueça de mim. O meu jeito para a escrita não melhorou. Mas gosto disto. Do blog. Do que acrescenta à minha vida. Da interacção. Da partilha. As minhas receitas continuam básicas. Às vezes os meus queixam-se da minha comida. Está insossa. Está salgada. Devia ter cozinhado mais tempo. Não gostam do aspecto. Não é a comida perfeita. Mas eu não sou perfeita. A minha vida não é perfeita. E não é, que afinal, isto tem graça é ser assim mesmo?

terça-feira, 21 de março de 2017

Pudim de laranja e leite condensado

Cá em casa, qualquer pedaço de papel serve de apontamento para uma receita. Quem gosta destas coisas de partilhar receitas, de pedir receitas às amigas quando elas dizem que fizeram um bolo muito bom ou uma refeição diferente, sabe do que falo. E por isso, o meu dossier parece um emaranhado de papeis de diferentes tamanhos e feitios. Uns limpinhos com receitas ainda por testar e outros já salpicados e manchados de ficarem tantas vezes na bancada da cozinha.

E a receita deste pudim de laranja e leite condensado, também se encontra num papelzito manhoso com a receita retirada não sei de onde, com outros escritos por trás, mas nem por isso deixa de habitar o meu dossier de receitas. Porque o dossier pode ser desarrumado, mas as receitas com sabor, tradição e alma são o que mais importa. Sejam elas receitas complicadas, ou como esta, de um simples pudim.


Ingredientes:

- 1 lata de leite condensado
- 1/2 lata de leite (usei s/ lactose)
- 6 ovos
- Sumo e raspa de 1 laranja
- 1 colher de chá de farinha maizena
- Caramelo líquido

Preparação:

- Juntar os ingredientes todos numa taça (dissolver a farinha maizena num pouco de leite).

- Envolver a mistura com uma vara de arames ou bater com a batedeira elétrica.

- Colocar a mistura numa forma de pudim caramelizada e colocar a forma dentro de uma panela com água e levar ao lume em banho-maria durante 45 minutos.

- Depois de arrefecido, colocar a forma no frigorífico e posteriormente desenformar e servir.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Muffins de canela

Não sou uma pessoa dada a Carnavais. Depende dos anos e da companhia, mas por norma são dias passados no aconchego do lar. E este ano, com o mau tempo que se fez sentir, não foi excepção. Não houve cozido à Portuguesa, nem doçarias típicas carnavalescas, mas houveram uns muffins de canela deliciosos. Já é sabido que aprecio receitas simples, e esta é uma delas. Vi neste cantinho, que logo me captaram a atenção. Perfeitos para se fazerem num fim-de-semana chuvoso. A repetir.


Ingredientes:

- 3 ovos
- 250gr. farinha
- 200gr. açúcar (usei amarelo)
- 250ml leite (usei s/ lactose)
- 2 colheres de sopa de óleo
- 1 colher de chá de fermento
- 1 colher de sopa de canela
- 1 pitada de sal

Para polvilhar: açúcar + canela q.b.

Preparação:

- Juntar o açúcar com os ovos e misturar bem. Juntar os restantes ingredientes e misturar novamente até obter uma massa homogénea.

- Colocar a massa nas formas de muffins já untadas e polvilhar por cima com a mistura de açúcar e canela.

- Levar ao forno a 180ºC durante 15 a 20minutos.

- Servir.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Bacalhau com broa e grão-de-bico

Bacalhau com broa é tão versátil, que cá em casa vou variando a forma como o faço. Apenas não faço com espinafres, pois o marido e o pequeno não gostam. Desta vez, juntei grão-de-bico e ovo cozido e ficou delicioso. Uma refeição Domingueira que sabe bem e deixa todos de estômago aconchegado.


Ingredientes:

- 2 lombos de bacalhau ou 500gr. de bacalhau desfiado
- 1 cebola
- 1 folha de louro
- Azeite
- Batatas
- 3 ovos
- 1 lata de grão-de-bico
- Alho em pó ou 2+2 dentes de alho
- Salsa
- Pimenta q.b
- Broa de milho

Preparação:

- Esfarelar/picar a broa, juntar alho picado ou em pó e salsa picada. Misturar e reservar.

- Num tacho, colocar as batatas e os ovos a cozer.

- Num tacho largo, fazer um refogado com cebola às rodelas, alho picado e uma folha de louro e azeite. Levar alourar e juntar depois o bacalhau desfiado e o grão e deixar cozinhar durante 15min +- (tempero apenas com pimenta, podem temperar com sal se necessário).

- Num pirex começar a montagem:

     - 1 camada no fundo das batatas cozidas partidas aos bocadinhos
     - 1 camada do preparado da cebolada de bacalhau e o grão
     - terminar com o ovo cozido às rodelas e finalmente com a camada de broa e enfeitar com rodelas de ovo


- Regar com um fio de azeite e levar ao forno até tostar a broa.

- Servir.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Panquecas de morangos

Porque o dia dos namorados é sempre que o queiramos festejar, e o meu vem com um dia de atraso.
Ontem celebramos a três, com um jantar-surpresa feito pelo marido e com um filho mais efusivo em relação a este dia que nós dois. Por isso, hoje de manhã levantei-me mais cedo que o habitual e fiz-lhe a surpresa de preparar umas panquecas bem saborosas e desfrutarmos de um pequeno-almoço muito simples a dois, enquanto o silêncio matinal ainda reina em casa. 


E assim se passou mais um dia de São Valentim.

''Que o amor seja a melhor forma de começar e terminar o dia...''

receita adaptada daqui
Ingredientes: (rende 3 panquecas altas e fofas)

- 1 banana
- 2 ovos
- 1 chávena de farinha (usei c/fermento)
- 1/2 chávena de leite (usei s/lactose)
- 1 chávena de coco ralado
- 1 colher de chá de fermento
- Morangos cortados aos pedaços
- Pepitas de chocolate
- Canela (para polvilhar no final)

Preparação:


- Numa bacia esmagar a banana. Juntar os ovos e misturar.

- Adicionar a farinha, o leite, o coco e o fermento e mexer bem. Juntar os morangos e as pepitas.

- Aquecer uma frigideira anti-aderente (untada com papel absorvente embebido em óleo) e colocar porções de massa e deixar alourar de ambos os lados.

- Decorar com morangos, polvilhar com canela e servir.

A minha acompanhei com chá, a dele com leite e cevada.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Bolo simples para chá... com cobertura de leite condensado com laranja

Olá!

Esta vossa vizinha tem andado mais desaparecida do que o costume e nem sei ao certo explicar o porquê. Talvez se juntar uma medida de preguiça com duas medidas de falta de inspiração e adicionar uma pitada de geral desinteresse blogosférico, sou capaz de ter aí a minha justificação para este semi-desaparecimento.

Mas o que interessa é que voltei. E bem acompanhada, por este bolo simples com cobertura de leite condensado com laranja.
Sabem aqueles dias em que nos apetece um bolo, mas não querem seguir nenhuma receita complicada? É só juntar aqueles ingredientes básicos como ovos, farinha, açúcar, mexer, vai ao forno e sai um bolo. Foi este o caso. Apenas lhe juntei uma cobertura e uns enfeites para lhe dar um ar mais bonitinho. 

Por isso e como podem comprovar, este blog... continua igual! Fotos simples e receitas descomplicadas. Tudo no mesmo registo caseiro e singelo.


Ingredientes:

Para o bolo:

- 3 ovos
- 2 medidas (de chávena de chá) de açúcar - usei mascavado escuro, daí a cor acaramelada da massa
- 2 e 1/2 medidas de farinha
- 1 medida de leite (usei sem lactose)
- 1/2 medida de óleo
- 1 colher de chá de fermento
- Sumo de 1 laranja

Para a cobertura:

- 1 lata de leite condensado
- Sumo de 1 laranja

Preparação:
Para o bolo:

- Numa bacia, juntar os ovos com o açúcar e mexer. (Sim, continuo a aproveitar a sesta do meu filho para fazer bolos e por isso não os misturo com a batedeira).

- Adicionar os restantes ingredientes e misturar bem até obter uma massa homogénea.

- Verter a massa para uma forma untada e levar ao forno a 180ºC durante 30 minutos - fazer o teste do palito.

Para a cobertura:

- Juntar o leite condensado com o sumo de laranja e misturar bem com uma colher.

- Com um palito, fazer furinhos no bolo e regar o bolo com a cobertura.


- Enfeitar o bolo a gosto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Adeus, 2016. Bem-vindo, 2017.

Foram risos e gargalhadas. Foram rabanadas, aletria, sopas secas e outras doçarias. Foram batatas com bacalhau, cabrito e as receitas natalícias do costume. Foram festejos de meia-noite, doze uvas passas e pedidos de desejos. Foram pés quentinhos à lareira. Foram trocas de prendas, beijos e abraços. Foram convívios, serões e conversas até a garganta doer.

E não é que já passou? Finda um ano, começa outro e cá continuamos nós neste ciclo que são os doze meses do ano.

Espero que desse lado as festas tenham corrido pelo melhor e que 2017 esteja carregadinho de coisas boas para vocês.

Eu por cá, não sendo pessoa de listas e planos anuais, vou fazendo como sempre o fiz. Pedindo desejos e traçando os meus objectivos à medida que os dias passam.






sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Natal 2016.

O Natal está mesmo aí a espreitar... E eu, que tenho andado um bocadinho desaparecida deste mundo blogosférico, só cá vim para vos desejar umas Boas Festas. Que os sentimentos de fraternidade e de bondade para com os outros perdurem no tempo e não apenas nestes dias tão característicos. Que a vossa mesa se encha de calor humano, de risos, alegria e comidinhas boas. Que a vossa casa se ilumine para o Espírito Natalício e que o Pai Natal deixe no vosso sapatinho tudo o que pediram de bens materiais e imateriais. Eu por cá, estou ocupada a tentar ser feliz, hoje e sempre. Façam o mesmo ;-)

Até breve!










sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Bom fim de semana!

Como sugestão para fim-de-semana, deixo-vos com uma refeição muito saborosa e fácil de preparar. Salmão à brás. Cá em casa somos fãs. A receita completa, podem vê-la aqui.

Espero que gostem!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Pudim de maçã

Neste Outono as maçãs caseiras abundam cá em casa. Na maior parte das vezes gasto-as assando-as no forno. E depois distribuo travessas de maçãs assadas pelos meus. Só este fim-de-semana fiz três travessas e nenhuma ficou cá em casa. Uma com vinho do porto, outra com mel e outra muito docinha com açúcar amarelo.


Mas como tinha meeeesmo que gastar mais maçãs, pois algumas estão cheias de pintas castanhas por dentro e já ninguém as come ao natural, resolvi fazer um pudim de maçã. Uma sobremesa que vai sempre bem num fim-de-semana frio dedicado ao descanso dentro de portas.


Ingredientes:

- 6 maçãs
- 4 ovos
- 170gr. açúcar amarelo
- 50gr. de farinha maizena
- 1 colher de café de fermento
- Canela (a gosto)
- Caramelo

Preparação:


- Descascar as maçãs, parti-las aos bocados e levar a cozer.

- Depois de cozidas, reduzir a puré com a varinha mágica. Reservar.

- Numa taça juntar os ovos com o açúcar e mexer. Juntar a farinha maizena e o fermento e mexer sempre para ficar bem misturado e sem grumos.

- Adicionar canela a gosto.

- Juntar a esta mistura, o puré de maçã e envolver.

- Levar a uma forma caramelizada e cozer em banho-maria entre 50 minutos a 1 hora. 

- Deixar arrefecer e levar o pudim ao frigorífico.

- Desenformar depois de frio.

- Servir.



O pudim não fica com aquela consistência típica de pudim, lisinho e brilhante. Fica mais com este aspecto tosco e até uma mistura bolo-pudim. Mas o sabor a maçãs de Outono está todo lá.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Lombos de pescada assados no forno

Cá em casa há sempre lombos de pescada no congelador. À uns anos atrás deixei de os comprar devido a uma situação pontual acerca das condições de transporte em meio ultracongelado desde a sua proveniência até chegar a nós. Mas isso são outras águas e nem sempre as coisas são como deveriam ser. A verdade, é que estes lombos são versáteis e perfeitos para as refeições de peixe nos dias em que não é possível ter acesso a peixe fresco.


Desta vez, fi-los assados no forno com batata assada, cobertos com uma cebolada de pimentos e acompanhados de um arroz branco aromatizado com salsa.



Ingredientes:

- Lombos de pescada (quantidade que precisar)
- Batatas
- Azeite
- 2 dentes de alho ou alho em pó
- 2 folhas de louro
-Sal q.b.
- Pimentão doce
- Pimenta
- Salsa (usei liofilizada)

Preparação:

- Colocar os lombos de pescada e as batatas partidas aos bocados numa assadeira.

- Temperar a gosto com sal, pimenta (para o peixe) e pimentão doce (nas batatas). Colocar as folhas de louro, o alho e a salsa por cima. Regar generosamente com azeite e levar ao forno a cozinhar durante 1 hora.

- Servir!

Desta vez, o peixe foi congelado para o forno, mas se o peixe for descongelado e temperado, o que faço é levar as batatas ao forno e só mais tarde abrir espaço para colocar o peixe, pois ele assa rapidinho.

Outras vezes também cozo as batatas já partidas aos bocados e junto-as no forno aquando do peixe descongelado. Pode parecer complicado, mas não é. Apenas nunca faço da mesma forma. Tento jogar sempre com os diferentes tempos de cozedura das batatas e do peixe.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Carne de porco com castanhas

Outono rima com maçãs, com romãs, com dióspiros, com compotas caseiras, com especiarias e muitos mais sabores característicos desta época do ano.

E rima com castanhas, quentes e boas. Como de costume, tenho o privilégio de nunca precisar de comprar castanhas, pois tenho acesso a caseiras que costumam ser daquelas como se querem, grandes e gordas. No entanto, nos cozinhados e talvez por preguiça, costumo comprar um saco das peladas congeladas e assim tenho sempre castanhas prontas a usar nalgumas refeições. Por cá uso-as na carne de porco, na carne de frango e por vezes até nalguns pratos de massa. Combinação estranha esta última? Não. Um dia destes mostro-vos.


Ingredientes:

- 500/600gr. de rojões de porco
- 2 dentes de alho
- 2 folhas de louro
- Azeite ou banha de porco
- Vinho branco
- Água
- Sal e pimenta q.b.
- Cominhos q.b.
- Banha de porco
- Castanhas peladas (a gosto)

Preparação:

- Temperar a carne com sal, pimenta, cominhos, os alhos, o louro, o vinho, envolver bem nesta vinha d'alho e deixar repousar.

- Num tacho largo com azeite ou banha de porco, levar esta carne com o tempero a cozinhar durante 1 hora. Acrescentar água, se necessário. Ou, podem deixá-la primeiro fritar um pouco na banha e acrescentar só depois o tempero. (A minha sogra e a minha avó paterna fazem da primeira maneira, a minha mãe faz da segunda). Eu... depende dos dias :-)

- Quando faltar 10 a 15 minutos, juntar as castanhas peladas e ir mexendo de vez em quando.

- Deixar cozinhar até a carne ficar com crosta dourada e as castanhas cozinhadas.

- Servir!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Festejando o Halloween #2

Já vos disse que não sou uma pessoa idiota* e com muito jeito para as manualidades. Então a internet é um maravilhoso auxílio. Encontram-se inspirações dos mais variados temas e se de umas vezes apenas me sigo pelas inspirações e até me fluem assim umas ideias diferentes, noutras copio a ideia à descarada mesmo. É o caso desta decoração de Halloween que fiz com o auxílio da minha criança. Uma espécie de espanta-espíritos (muito rudimentar) para levar para a escolinha para decorar a sala.

* idiota - Entenda-se, pessoa que tem muitas ideias. Imaginação fértil :-)

Queria umas ideias fáceis de reproduzir, com materiais reciclados e/ou elementos da natureza. Penso que superamos o desafio proposto pela educadora.

As inspirações são estas:



E o que fizemos foi nada mais nada menos que... Isto:





Cá em casa também foi assim. Uns pormenores muito discretos e básicos, mas com graça.