Quando fechas os olhos, pensas em ti, na tua própria existência e fazes um flashback mental da tua vida até aos dias de hoje (se nunca fizeram isso, experimentem. Tirem um bocadinho do vosso tempo, fechem os olhos e concentrem-se na vossa pessoa) o que mudavas? O que farias de diferente? O que terias feito da mesma forma? E o que decididamente terias riscado da tua memória e dos teus acontecimentos passados?
Pessoalmente e até ao momento presente, quando faço esse rewiew, mudava uma coisa. Tinha feito uma coisa que eu queria muito, mesmo muito e que na altura não tive a coragem de levar avante. Não a vou mencionar aqui por ser demasiado pessoal, mas é o meu único ponto de dor na alma até aos dias de hoje. Pequeno ponto, por sinal e que raramente penso nele, mas de vez em quando dá o ar de sua graça e inunda-me os pensamentos. Entrei nos trinta. Já vivi tanto. E vivi tão pouco ainda. Tenho uma união muito grande com os meus mais chegados. Somos um núcleo pequeno, mas uma família grande. Não estamos juntos todos os dias, mas quando um de nós está mal, no mesmo instante a notícia espalha-se e ficamos todos a saber uns dos outros. Quer do lado paterno, quer do materno. Não sou enfermeira, como pensei que seria. Fui uma quase-enfermeira. Tal como o meu pai. Genes, será? O amor tem destas coisas. Enamoramo-nos, sempre fomos duas pessoas cheias de sonhos e objetivos e isso sobrepôs-se ao desejo de continuar os estudos. Não me arrependo. Gosto das escolhas que fiz. Em criança fui feliz. Em jovem essa felicidade continuou. Quando casei aumentou. E quando tive o meu filho transbordou e ultrapassou tudo o que conhecia até então. Considero-me uma sortuda. A vida tem-me corrido bem e as minhas escolhas teem sido acertadas. Talvez porque passo por um processo em pensamento de objetivos e planos. E posteriormente é que passo à ação. Sou uma pessoa razão-coração. Se por um lado tento ter os pés bem assentes e tenho um lado racional muito presente. Ao mesmo tempo sou sonhos e coração e quando dou por mim ando lá no alto a flutuar e a sonhar com tanta, tanta coisa. Não sei se é bom ou mau. Mas esta sou eu.
Se mudava alguma coisa na minha personalidade e até nas minhas escolhas e no meu percurso até ao presente? Claro que sim, quem não? Mas o importante mesmo é sabermos lidar connosco mesmos e com o meio envolvente e conseguirmos estar de bem com a vida... Sorrir para a vida e sermos gratos. Se assim for... mais tarde ou mais cedo, ela sorri de volta! Quero acreditar que sim.
Se mudava alguma coisa na minha personalidade e até nas minhas escolhas e no meu percurso até ao presente? Claro que sim, quem não? Mas o importante mesmo é sabermos lidar connosco mesmos e com o meio envolvente e conseguirmos estar de bem com a vida... Sorrir para a vida e sermos gratos. Se assim for... mais tarde ou mais cedo, ela sorri de volta! Quero acreditar que sim.









